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sexta-feira, 6 de maio de 2011

E aqui está a 9ª Corrida na Cidade

Depois de umas semanas de ausência, estão abertas as hostilidades para a Edição 9 do Corridas Na Cidade.

Este Domingo vamos para Ocidente, para o típico bairro do Restelo e para a zona de Belém à beira Tejo:


Ponto de encontro às 10h na porta do antigo Cinema Restelo, (actual Pingo Doce).

Espera-se tempo ameno e sem chuva mas convém ir prevenido.

Percurso:
Subimos a Av. da Torre de Belém até à Capela de Belém. Com mais tempo visitem este miradouro, tem uma vista excelente sobre o Tejo e sobre esta zona de Lisboa. Depois seguimos a Rua Pero da Covilhã (que passa por detrás do Estádio do Restelo). Chegados ao Estado Maior das Forças Armadas descemos junto ao Estádio cerca de 250 metros. Cruzamos a rua e seguimos pela Rua das Pedreiras até ao Jardim Botânico. Vamos descer esta rua até à movimentada Rua de Belém. Cheiramos os famosos pastéis e atravessamos para os Jardins de Belém. Seguimos por estes até às novas instalações do Museu dos Coches (as que ainda estão em construção...). Aí atravessamos a passagem aérea sobre a linha de comboio e a Av. da Índia e seguimos junto ao Tejo até à Torre de Belém onde terminamos o percurso.

Até Domingo!!! Se tiverem dúvidas, enviem um mail ou contactem via Facebook

P.

sexta-feira, 25 de março de 2011

A 8.ª Corrida Na Cidade é já este domingo

Aqui está a 8.ª Corrida Na Cidade, já com várias presenças confirmadas no Facebook.
Desta vez vamos passar por três parques e jardins e por algumas das mais movimentadas ruas de Lisboa.
Encontramo-nos no domingo, 27 de Março, às 10h15, no Jardim das Conchas, Lumiar, na entrada virada para a Alameda das Linhas de Torres.
Uma vez mais, a corrida será para corredores e caminhantes. Quem quiser vai a correr - acompanhado por nós - e quem quiser vai a andar, também acompanhado por nós.
O percurso, então, é o seguinte:

Damos logo uma volta ao Jardim, voltamos à Alameda e descemos até ao Estádio de Alvalade. Depois entramos no Jardim do Campo Grande e descemos até à Avenida do Brasil. Aí, começamos a subir em direcção à rotunda do relógio. Antes de chegarmos lá, entramos na Avenida de Roma e vamos até à rotunda de Santo António, que cruza a avenida da Igreja. Subimos a Avenida da Igreja até à rotunda e viramos à esquerda para a Avenida do Rio de Janeiro. Em frente aos bombeiros, voltamos à direita e subimos pela rua Ricardo Jorge. Já estaremos muito perto do Parque de Alvalade. Na bifurcação vamos pela direita, subimos a Rua Marquês do Soveral que vai ter ao parque. Aí daremos uma voltinha pelo circuíto de corrida - só para ficarem a conhecer - e depois começamos a voltar para trás. No mapa verão que o trajecto é ligeiramente diferente, só para não andarmos a passar nos mesmos sítios. Desta vez vamos pela Avenida do Rio de Janeiro até ao cruzamento com a Estados Unidos da América (passamos em frente ao Inatel - Estádio 1.º de Maio). Descemos a Estados Unidos da América até à rotunda de Entrecampos e depois voltamos a ir pelo jardim do Campo Grande até ao Estádio de Alvalade, e pela Alameda até ao Jardim das Conchas.
Tudo entendido? Olhem para o mapa que é mais fácil.


sexta-feira, 18 de março de 2011

O que comer antes da meia-maratona?

Hidratos, vitaminas e proteínas: o pequeno-almoço perfeito
Nunca devemos ir correr de barriga cheia. A comida anda aos saltos no estômago, a digestão pode parar, ficamos mal-dispostos, seguramente que ficaremos com dor de burro, enfim, tudo de mau pode acontecer.
Mas o oposto, ou seja, ir correr em jejum, também é mau. Corremos o risco de sentir fraqueza, não temos tanta energia, ficamos desidratados mais depressa, a nossa resistência e força são menores.
Assim, o ideal é comer, e comer bem (não é muito, é bem), antes de uma corrida.
Vamos então deixar umas dicas para a meia-maratona deste domingo.
Dividimos em dois grupos: mini e meia.

O que deve comer um atleta que vai correr a mini-maratona?
Se for um corredor habituado a fazer exercício, que pretende cumprir os 7,2 quilómetros em ritmo de corrida, então, o ideal será comer um pequeno-almoço reforçado por volta das 8h30.
Como terá duas horas para fazer a digestão, pode comer sem problemas, e de forma diversificada. Deverá optar por uma refeição rica, sobretudo, em hidratos de carbono, que são a nossa fonte de energia, o nosso combustível. Assim, poderá comer duas fatias de pão com fiambre de peru ou frango, ou com queijo, ou queijo fresco. Pode acompanhar com um sumo de laranja (a laranja não é de fácil digestão, mas como está a duas horas da corrida não haverá problema) ou com um iogurte de pedaços. Pode ainda comer uma peça de fruta. Mais perto da hora da corrida – meia-hora antes, ou seja, perto das 10h00 – pode comer uma barra de cereais ou uma banana, que lhe vão dar um reforço de energia.

Se for um atleta que vai apenas fazer a mini-maratona em ritmo de passeio, pode ficar-se pelo primeiro pequeno-almoço, sem a barra de cereais ou a banana. Mas depois da corrida é bom que volte a comer alimentos ricos em hidratos de carbono e proteínas.

O que deve comer um atleta que vai correr a meia-maratona?
A meia-maratona é uma prova de grande exigência física, por isso, devemos preparar o nosso organismo para esse desgaste. E essa preparação deve começar na véspera da corrida. O jantar do dia anterior à prova é tão ou mais importante do que o pequeno-almoço horas antes da corrida.
Devemos jantar cedo – 19h30/20h00 - e optar por uma refeição muito variada, que englobe os principais nutrientes essenciais ao bom funcionamento do corpo: vitaminas, proteínas e hidratos de carbono. Sugestão: um prato de carne ou peixe acompanhado de arroz, batata assada/batata cozida/puré de batata e uma salada colorida, com tomate, alface, cebola, cenoura, beterraba, alcaparras (quanto mais cores, melhor).
Tão ou mais importante do que a refeição é o sono. É fundamental dormir bem, descansar os músculos e a mente, e acordar com energia. O ideal será dormir 8 a 10 horas na véspera de uma corrida – o que não é fácil, até porque muitas vezes há uma certa ansiedade que provoca insónias. Antes de ir para a cama, beba um copo grande de leite, com cerca de 30 a 35 ml.
No dia da prova tente acordar cedo – 7h30/8h00 – e tome o pequeno-almoço duas horas antes da corrida, ou seja, perto das 8h30. Deve optar por uma refeição muito rica em hidratos de carbono. O ideal será comer duas fatias de pão com doce, queijo, queijo fresco ou fiambre magro. Se tiver um bom estômago, também pode comer dois ovos mexidos feitos com pouca gordura – privilegiar sempre o azeite aos óleos e manteigas. Beba um sumo de frutas natural, ou um batido de frutas como banana ou morango.
Se tiver um estômago mais fraco, não coma os ovos mexidos. Coma o pão e, depois, corte meia banana às rodelas, corte três morangos aos pedaços, misture um pouco de cereais (de preferência integrais e com pouco açúcar – os Fitness, da Nestlé, são bons) e dois iogurtes magros. Esta mistura de proteína, vitamina e hidratos dá-lhe muita energia para o que vai enfrentar de seguida.
Já na zona da corrida, uns 15 minutos antes, coma uma banana ou uma barra de cereais rica em hidratos de carbono.
Comer bem é meio caminho andado para correr bem.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

The Bucket List






"But often, in the world's most crowded streets,
 But often, in the din of strife,
 There rises an unspeakable desire
 After the knowledge of our buried life;"


 "The Buried Life" - Matthew Arnold

Ben, Duncan, Dave e Jonnie são 4 amigos canadianos responsáveis pelo projecto The Buried Life (com ajuda da MTV). Há uns anos atrás, face à falta de perspectivas de vida,  listaram 100 coisas que queriam fazer antes de morrer, aquilo a que os americanos chamam "The Bucket List". Com a lista na mão e pouco mais que a sua determinação, fizeram-se ao caminho. E de cada vez que riscam da lista um desses propósitos retribuem realizando o maior sonho de alguém que encontrem pelo caminho.

Todos vivemos com níveis de exigência elevados que se traduzem num stress constante. Muitas vezes fazemos no dia-a-dia não o que mais desejaríamos mas aquilo que precisamos para viver. Isto provoca um desalinhar entre os nossos objectivos pessoais e as metas que enfrentamos a nível profissional. Daí a importância que assumem os nossos hobbies e o tempo, escasso, que temos para o que nos dá mais prazer.

Façam a vossa Bucket List, escrevam o que vos venha à cabeça por mais estranho que vos pareça (desde que seja algo que queiram mesmo fazer). Olhem para a lista todos os dias de manhã e decidam fazer algo para realizar cada um desses desejos. Não digo que os realizem todos de uma vez mas a cada dia devem ficar mais perto de riscar cada um deles. E partilhem-na com os que vos estão mais próximos, vão ver que eles terão todo o gosto em vos ajudar.

A minha lista está feita. E um desses desejos é correr um dia a maratona de Chicago ou Nova Iorque!

P.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Agora é que vai ser!

A 5.ª Corrida Na Cidade, com um magnífico percurso urbano, teve de ser adiada no passado fim-de-semana, por culpa da chuva. Quer dizer, não foi bem por estar a chover - e estava, muito - foi mais pelo estado do piso. Como íamos apanhar muito piso empedrado e muita calçada portuguesa, que ficam bem escorregadios quando chove, optámos pela opção mais segura, que foi a de não realizar a corrida.

Assim sendo, mantém-se tudo como estava, mas a prova passa para este sábado, dia 26, às 16h00, ou seja, toda a gente lá 10 minutos antes, para aquecimentos. O ponto de encontro é o mesmo - parque de estacionamento do restaurante Meninos do Rio, no Cais do Sodré.

Olhem que já falta menos de um mês para a meia-maratona de Lisboa, e quero ver a malta toda das Corridas Na Cidade a conquistar a ponte, ouviram? Por isso, é aparecer, aproveitar o sol, passear pelo Chiado, conhecer o Bairro de dia, tudo coisinhas boas, sim?

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Aqui está a 5.ª Corrida Na Cidade

Diminui a distância, aumenta a inclinação. Será assim a 5.ª Corrida Na Cidade, que uma vez mais visitará a Lisboa histórica, com passagens pelo Cais do Sodré, Bairro Alto, Príncipe Real, Camões e Chiado.

O percurso completo, de ida e volta, tem 5,9 km, o que pode parecer pouco, tendo em conta os 10 km da corrida anterior. Mas não pensem que será pêra doce.

Encontramo-nos às 10h20 no parque de estacionamento do restaurante Meninos do Rio, perto do Cais do Sodré, onde poderemos deixar os carros - isto, para os que não quiserem ir até lá a correr. Partimos às 10h30 em direcção ao Cais do Sodré. Logo aí teremos um desafio: subir a Rua do Alecrim, que nos leva ao Bairro Alto. É uma rua curta - uns 600 metros - mas muito inclinada. Lá em cima, cruzamos o Largo de Camões e vamos em direcção à Calçada do Combro. Entramos pelo arco da Rua da Rosa, onde teremos mais um desafio. Outra ruela com uma inclinação de respeito, já no coração do Bairro Alto. Faremos a rua até ao fim, ou seja, até à D. Pedro V, perto do Príncipe Real. E então começamos a descer, até ao miradouro de S. Pedro de Alcântara. Podemos recuperar energias e tirar umas fotos durantes 2 ou 3 minutos, e continuaremos a descida até ao largo do Cauteleiro. Entramos na rua imediatamente em frente ao largo, a Travessa da Queimada, onde fica a redacção do jornal "A Bola". Ao cimo da rua está a mais movimentada artéria do Bairro Alto, a Rua da Atalaia (que muitos só devem conhecer à noite). Descemos essa rua, e iniciamos então uma espécie de gincana pelas várias ruelas paralelas a essa (subimos a Rua da Barroca, descemos a Rua do Diário de Notícias, subimos a Rua do Norte, descemos a Rua das Gáveas). Viramos então para a rua da misericórdia e vamos passar em frente ao teatro da Trindade, já a descer para o Chiado. Descemos a Rua Garrett, viramos em frente aos Armazéns do Chiado para a Rua Nova do Almada, e lá em baixo teremos outro grande desafio, galgar a Calçada Nova de S. Francisco, que vai ter lá acima perto da Faculdade de Belas Artes. Começamos então a descer, e viramos à esquerda para a Rua do Arsenal, que nos levará de volta ao Cais do Sodré, e aos Meninos do Rio.

Está tudo, com pormenor, no mapa em baixo.
Uma vez mais recordamos que haverá um grupo de corredores e um grupo de caminhantes, e que todos terão acompanhamento. Nas últimas corridas, mesmo que não fazia desporto conseguiu cumprir o percurso sem grandes problemas, e eram trajectos maiores, por isso, não há cá medos.

Quanto ao tempo, a corrida só não se realizará se meia-hora antes estiver a chover muito. Se estiver só de chuva, ou nublado, haverá corrida.

Contamos com todos. Apareçam, tragam amigos, familiares, filhos, maridos, mulheres, cães, quem quiserem, que são todos bem-vindos.
Há melhor forma de começar um fim-de-semana?


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

De volta à Lisboa antiga

Depois de termos conquistado o Castelo, de termos subido à imperial Graça, a próxima Corrida Na Cidade vai andar pelo Bairro Alto. Muitos de nós só o conhecem à noite, muitos de nós nunca por lá entraram antes das 19h00, mas desta vez vamos perceber os encantos do Bairro na manhã de sábado.

O percurso ainda não está fechado, mas é garantido que cruzará algumas ruas do Bairro Alto, que passará pelo miradouro de S. Pedro de Alcântara, pelo Largo Camões e pelo Cais do Sodré. Ainda podemos ir até ao Chiado, mas ainda estamos a fazer contas, para que ninguém fique sem se mexer o resto da semana.

Aguardem novidades.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A nossa entrevista na Rádio Renascença


Tal como prometido, aqui fica o podcast com o trabalho que a Rádio Renascença fez com as Corridas Na Cidade.
Um agradecimento especial à Rita Coutinho, a jornalista que reparou em nós, sugeriu o trabalho, fez a entrevista e escreveu o texto. E ao António Freire, que encaminhou os ouvintes para o nosso blogue e Facebook.
Em relação ao que se ouve nesta entrevista já há uma actualização de informação: as Corridas Na Cidade já estão no Porto. Em breve será anunciada a primeira Corrida Na Cidade Invicta.
Estejam atentos.
Aqui fica o som.
video

Why we run?

No ano de 490 a.C. os Atenienses derrotaram os Persas nas planícies de Marathonás, a 42 Km de Atenas. Antes da batalha os Persas tinham prometido que em caso de vitória destruiriam Atenas, levando as mulheres e crianças como escravos. Para evitar isso, Mílciades, o general grego que comandava os atenienses, pedira aos que ficavam na cidade para se suicidarem caso não tivessem notícias da batalha em 24 horas.
Os gregos venceram mas para evitar a chacina, o melhor atleta grego, Filípedes correu os 42 195m o mais depressa que pode e anunciou a vitória antes de morrer de exaustão.
Cerca de 2400 anos depois, em 1896, a maratona foi criada como a mais emblemática prova das Olimpíadas Modernas. De todos os eventos desportivos que fazem parte dos Jogos Olímpicos, a Maratona é aquela que mais simboliza o esforço, a dedicação e o sacrifício pedidos aos atletas. Todos nos lembramos de Carlos Lopes ou de Rosa Mota nas suas (longas) corridas para a glória. Até parece fácil fazer 42 km em pouco mais de 2 horas…
Um amigo perguntava-me há algum tempo:
”Porque corres tu? O que te leva a fazer km atrás de km à chuva, ao frio, debaixo do Sol ou do vento? É para perder peso? Para ganhares alguma prova? Sinceramente não entendo…”
Durante anos, quando praticava ténis e futebol de forma mais “séria”, correr era um sacrifício. Não havia nada pior do que os treinos para melhorar a condição física… Aquelas voltas ao campo pelado ou pelo Estádio Nacional eram penosas e fazia tudo para as acabar mais depressa ou não as fazer de todo. Só pelos 30, quando a vida nos começa a tirar o que damos por garantido, é que passei a correr com regularidade e paixão. E a descobrir que há algo mais em correr do que apenas ganhar saúde.
Ao contrário de Filípedes, não me move a urgência de chegar para anunciar a vitória. Não corro para perder calorias nem para vir a ganhar qualquer prova no futuro. Não procuro a glória nem o ouro, nem sequer o dinheiro. Para mim, correr tem a ver com um instinto muito básico que nos move desde sempre: ultrapassar o nosso limite. Sair da zona de conforto e dar o primeiro passo do primeiro treino. Aquela expectativa do que vou fazer e até onde posso ir. Sentir que custa dar 1100 ou 1000 passos para lá do limite mas sabe bem melhor ir além disso. Chegar ao fim e sentir na boca aquela sede de “quero mais, quero ir mais além da próxima vez”.
Porque quando corro sou só eu ali, mesmo que o faça com outros. As minhas pernas, os meus pulmões e a minha determinação, “mano a mano”, “one on one” comigo mesmo. Os meus limites na minha cabeça são o alvo a abater. E no fim ganho quando os deixo para trás, quando paro e sinto que este já está, venha o próximo.
Como tudo na vida precisamos de um objectivo claro e motivação para o atingir. Muitos de nós já nos inscrevemos no ginásio para deixar de ir algumas semanas depois. Quantas vezes pensámos começar amanhã uma dieta para desistir passados alguns dias e algumas tentações? Mesmo quando começamos cheios de força é difícil manter no tempo algo que não sabemos bem para que serve, em especial se os resultados ficarem aquém do esperado. Como tal aceitem 2 conselhos:
1 – Definam objectivos concretos, com horizontes temporais específicos, ambiciosos mas realistas. Escrevam-nos numa folha de papel e andem sempre com ela. Sempre que atingirem um desses objectivos festejem e premeiem-se a vós próprios, porque merecem. E quando se sentirem mais desmotivados abram a folha de papel e leiam o que escreveram.
2 – Encontrem quem vos apoie e dê forças quando a motivação é menor. Partilhem com esse grupo os objectivos para que eles puxem por vocês e vos chamem à razão quando estão mais distantes do mesmo.
O primeiro depende de vocês, do que querem fazer e onde querem chegar. Quanto ao segundo conselho, venham correr por Lisboa que nós tratamos da motivação. Prometemos que vão conhecer uma outra cidade, vão olhar para ela com outros olhos. Mais, não pagam mais por isso e ainda vos faz bem à saúde!
Levantem-se do sofá e venham divertir-se connosco!
P.

Assim foi a 4.ª Corrida Na Cidade

Ah, e tal, que está de chuva e mais não sei quê. A verdade é que o mau tempo – ou o tempo assim-assim, vá – afastou algumas pessoas desta 4.ª Corrida Na Cidade. Mas olhem, nem sabem o que perderam.

Mesmo às cinco em ponto começou a choviscar, mas nada de grave. Lá estavam os resistentes, cheios de força e energia, que nem sequer aceitaram o convite da ilustre Rita Ferro Rodrigues, e do marido Ruben, que ofereceram o jipe (e a respectiva bagageira) para abrigar o pessoal. Mas como estávamos perante homens, e não bambis, ninguém aceitou. Ainda ficámos ali dois ou três minutos a contemplar o duplo arco-íris, e lá nos fizemos à estrada. O grupo dos corredores foi em passo de passeio, o grupo dos caminhantes foi ao seu ritmo, ora a andar, ora fazendo pequenas corridas de um minuto. A verdade é que nunca nos perdemos de vista. Juntámo-nos todos na Praça de Londres e fomos unidos até à Graça. A subida da Morais Soares custou um bocadinho, mas ninguém parou, ninguém precisou de ajuda, ninguém se queixou, sequer. A Graça estava já bem perto. A subida mais inclinada de todas era logo ali, a calçada da Senhora do Monte, que nos levou até ao miradouro que oferece a melhor vista de Lisboa. Lá em cima, era obrigatório parar, tirar fotos, ver a Lisboa mais bonita que se pode ver, do ponto mais alto da capital. A partir daí, foi sempre a descer. Primeiro até à esplanada, depois de regresso até à Almirante Reis. Ainda houve uma ou outra subidita puxada – como a rua Jacinta Marto (a do hospital da Estefânia), mas nem os mais de 10 km que já levávamos nas pernas nos fizeram parar. A verdade é que regressámos à Gulbenkian de forma tranquila. O grupo de corredores, que desta vez foi em passo de trote, demorou 1h15, os caminhantes perto de 1h40.

A próxima corrida já está a ser planeada, e vamos continuar pelo centro de Lisboa. Também já temos data: sábado, 10h30. Mas já falamos melhor sobre isto.
Manuel, Mafalda, Rita, Ricardo, Pedro e Ana, na Senhora do Monte

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Today is a good day to run...

... se não cair um dilúvio sobre a cidade.

Muitos têm perguntado se sempre há corrida hoje, visto que o tempo está assim a modos que armado em parvo. Bom, aqui ninguém quer pregar constipações e gripes agudas aos corajosos participantes, por isso, caso por volta das 16h15 esteja a chover muito, lá teremos de adiar a corrida.

Mas atenção: a chover MUITO. E chover muito não é "ah, o céu estava muito nublado, eu tinha a certeza de que ia chover muito", e depois foi-se a ver e não choveu nada. Mesmo que esteja só de chuva, a malta corre. Se estiverem a cair umas gotas espaçadas, a malta corre. Se cair uma carga de água daquelas valentes, aí, então, a malta não corre.
Mensagem compreendida?

De qualquer forma, às 16h50 pelo menos uma ou duas das pessoas da Corridas Na Cidade estarão no local da partida, mesmo que esteja a chover muito. Às 17h00 faremos uma avaliação do tempo e decidiremos se vale a pena partirmos ou não. Ok?

Qualquer dúvida, é enviar um mail que a resposta será quase imediata.
Então, até jáááá.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Por que nasceram as Corridas Na Cidade?

As Corridas Na Cidade nasceram por várias razões. Nasceram de uma briga conjugal, nasceram por inveja ao Rio de Janeiro, nasceram por causa de uma Volta a França em bicicleta, nasceram porque três pessoas acharam que deviam passar da conversa à acção.

A briga conjugal não foi bem uma briga. O homem adorava correr, e toda a vida tinha corrido. A mulher adorava sofá, e toda a vida tinha sofazado. Um dia ela decide deixar as mantas e dedicar-se à corrida. Desafia umas amigas que também não mexiam um dedo há anos, e aí vão elas para a rua, feitas malucas, para correr.
O homem, feliz por ver a mulher a aderir à sua modalidade, diz-lhe, então: "Mulher, para onde vais, que eu vou correr contigo". Ouve do outro lado o que não quer: "Mas quem é que te convidou? Vai correr com os teus amigos, ou não tens amigos para correrem contigo?".
As palavras levaram-no a passar à acção. No dia seguinte, o marido está no Facebook a desafiar amigos para uma corrida pela cidade. Aparecem três, numa manhã gélida de Janeiro.
Foi o primeiro dia, a primeira Corrida Na Cidade.

Mas as Corridas na Cidade também nasceram por inveja ao Rio de Janeiro e a Nova Iorque. Em Dezembro, tive oportunidade de ir até ao Brasil, onde corri pela primeira vez no calçadão. Domingo foi o meu primeiro dia naquela cidade. Deviam ser umas sete e tal da manhã quando abri as cortinas do quarto de hotel. Lá em baixo, milhares de pessoas corriam, andavam, patinavam, pedalavam, de um lado para o outro. A cidade respirava desporto, alegria, energia. Lisboa é que devia ser assim, pensei. Mas como não sou só de pensar, sou também de fazer, tratei de dar o meu contributo para que Lisboa seja uma cidade mais desportiva, mais saudável, mais enérgica. As Corridas Na Cidade podem ajudar.

Mas isto também nasceu na minha cabeça, e nas minhas pernas, há sete anos, durante uma Volta a França em bicicleta. Na altura, fui enviado-especial de um jornal para cobrir a competição. A vida de jornalista em reportagem numa prova de ciclismo é dura. Acorda-se às seis da manhã, vai-se ao local de partida, entrevista-se quem tem de se entrevistar, os ciclistas partem, metemo-nos no carro, toca a acelerar pelas estradas alternativas, chega-se à cidade onde está a meta, come-se qualquer coisa à pressa, vai-se para a chegada, os ciclistas chegam, entrevista-se quem tem de se entrevistar, vai-se para a sala de imprensa, escreve-se, envia-se o material para o jornal, e depois parte-se em direcção à cidade onde fica a partida do dia seguinte. Quando isto acaba são 10 da noite. E é sempre assim durante 22 dias.
Achei um desperdício passar por cidades tão bonitas e não as conseguir ver. Foi por isso que desenvolvi a modalidade: Corridas Na Cidade. Levantava-me às cinco da manhã, calçava os ténis e ia correr pelas cidades. Traçava um mapa, passava pelos sítios mais bonitos, via o que queria ver, quase sempre por fora, porque àquela hora está tudo fechado, e por volta das seis e meia estava no hotel. Assim conheci Lyon, Montpellier, Marselha, etc. Foi melhor do que nada.

Resolvi, sete anos depois, recuperar a ideia e aplicá-la à minha cidade. E se andássemos a conhecer Lisboa pelo nosso pé? Passamos a vida a dizer que temos de ir ao Castelo, mas passam-se anos e nunca vamos lá. Passamos a vida a prometer um café na esplanada da Graça, mas há anos que não nos damos ao trabalho de cumprir a promessa. Os lisboetas conhecem mal Lisboa. Têm preguiça de ver a sua cidade. É também por isso que existem estas Corridas, que não são bem corridas, são experiências. E são experiências à borla, que fazem bem à saúde, que nos permitem conviver com outras pessoas, que nos tornam pessoas mais saudáveis, bem-dispostas e com uma auto-estima mais elevada.
Com tudo isto, a pergunta é: Mas por que é que ainda não se juntou a nós?

Chegámos à rádio

As Corridas Na Cidade chegaram à rádio. Não, não vamos ter um canal de rádio, nem sequer um programa de rádio. Ainda não, pelo menos. Para já, vamos ter direito a uma entrevista na Rádio Renascença. Nada mau, hein?!

Pois é, a Renascença interessou-se por nós, quis saber mais coisas sobre esta ideia e desafiou-nos para uma entrevista. Passa já este domingo, a partir das oito da manhã, horário nobre para a estação líder em Portugal.

Quem não conseguir ouvir a emissão em directo, pode sempre passar pelo blogue na segunda-feira, que já devemos ter o podcast.

Mas há mais interessados. Uma televisão também já anda de olho em nós. Temos é de continuar a crescer. Tudo a tirar o rabo do sofá, vamos embora.

Domingo, ninguém pode faltar à 4.ª Corrida Na Cidade. É à borla, faz bem à saúde, faz bem à alma e à auto-estima. Conheçam o percurso no separador que está ali mais em cima, e que se chama, imaginem, "percursos". Vão lá espreitar. E apareçam domingo.

Como nos devemos hidratar nas actividades físicas



Quando praticamos desporto o nosso organismo perde mais água do que aquela que consegue produzir. O mesmo também é válido para uma série de sais minerais (potássio e sódio entre outros).

Podemos considerar três momentos fundamentais: antes da actividade física, durante e após. Assim sendo, deixamos as seguintes considerações:
Antes da actividade: 
2-3 Horas antes: Devemos beber cerca de meio litro de água durante este período. Esta é uma base, sendo que, caso estejam habituados a correr, e consigam manter uma intensidade elevada, devemos beber um pouco mais: 0,75 litros.
Não o devemos fazer de forma seguida, mas sim ir bebendo ao longo de uma hora.

30 Minutos antes: Alguns estudos indicam que uma percentagem significativa de pessoas pode dar-se mal com ingestão de fluidos nesse período. Caso estejam habituados a beber água neste período, não se deve exceder os 0,25 litros.

Durante a actividade:
Durante o exercício físico devemos ir bebendo água a cada 10/15 minutos, sendo que não devemos exceder, a cada ingestão, 0,25 litros.
Após o exercício físico
Este é um período crítico, dado que é neste momento que devemos repor tanto a água como os sais minerais perdidos. Este aspecto é fundamental quer para uma recuperação mais rápida do esforço, quer para nova actividade física.
Assim sendo, após o esforço e até meia hora depois devemos ingerir 125 ml por cada 100g perdidas. De uma maneira geral, e tendo como base 1 hora de exercício, devemos ingerir 0,5 litros de água.

Água ou Bebidas Energéticas?

Os estudos nesta área têm sido consensuais evidenciando que as bebidas energéticas têm maiores vantagens, dado que estão preparadas para repor quer os electrólitos quer os níveis de água. Se tiverem a possibilidade financeira (nas grandes superfícies encontramos por valores na ordem de 1 euros cada meio litro) devem optar por este tipo de bebidas, quer durante o exercício (0,5 litro deverá ser suficiente para 45 a 1 hora de exercício), quer após a actividade (0,5 litros até meia hora após o final).
Um abraço a todos e bom exercício. 
Esperamos que vos seja útil.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Que ténis devo usar para correr?

Esta deve ser uma das perguntas que mais vezes me fazem, quando digo que costumo correr meias-maratonas, e essas coisas. Não há uma resposta simples e universal para esta dúvida. Depende muito de pessoa para pessoa, do tipo de pé, do tipo de corrida, do peso, dos objectivos, do terreno onde se vai correr e do dinheiro que se quer gastar.
Porque não consigo dar uma resposta universal, vou dar apenas algumas dicas, para que possam tomar as devidas precauções na hora de comprarem os ténis adequados.

Falemos do pé. Pessoas que têm o pé chato – como eu – devem usar uns ténis mais rígidos, que não forcem tanto a planta do pé. Os ténis muito maleáveis, com amortecedores por todo o lado, não são os mais aconselháveis.
Durante muito tempo, corri com uns Nike estilo King (imagem 1), que aguentaram milhares de quilómetros em passadeira e estrada. Agora, uso uns Mizuno (imagem 2), uma marca japonesa que descobri quando li o livro “Diário de um escritor enquanto corredor de fundo”, do Haruki Murakami, e um dos meus escritores preferidos, e que corre provas de iron-man (100 km) com os seus Mizuno.
Quer uns quer os outros são ténis muito estáveis, perfeitos para quem tem um arco do pé pouco pronunciado.

Quem não sofre deste problema, tem muito mais opções. A Nike e a Asics têm centenas de modelos muito bons. Recomendo os que estão mais abaixo (imagem 3 e imagem 4).

Falemos de preços. É um mito a ideia de que os ténis mais caros são os melhores. Até porque interessa saber se estamos a pagar por uma coisa que nos vai ser útil, ou se estamos apenas a pagar por uma coisa que é boa, sim senhor, mas não nos faz falta nenhuma. É como comprar um computador de 2 mil euros, para depois usar apenas o Word e a Internet. Para isso, há computadores de 300 euros que fazem bem o efeito. Com os ténis é igual. Não vale a pena irmos para um modelo igual ao do melhor corredor de maratonas do mundo, se depois vamos usar os ténis para fazer uma caminhada por semana.
Na relação qualidade/preço, uma vez mais, a Nike e a Asics têm coisas boas, mas a Adidas e a Reebok também têm ténis muito bons, e até mais baratos.
Não falo dos Mizuno porque não sei onde é que eles se vendem em Portugal – eu comprei os meus no Brasil.

Falemos de estilo. Deixemos de ser hipócritas: gostamos de ter uns ténis bonitos. É verdade. Até mesmo para ir treinar sozinhos. E a estética também se paga. Por isso, se tiverem de dar mais 10 euros por uns ténis que vos aquecem o coração, então, força nisso. A motivação e a injecção na auto-estima vão valer muito mais do que esses 10 euros.

Falemos de piso. Não utilizem em pisos de corta-mato os ténis que comprarem para correr na estrada, ou na passadeira. Há calçado apropriado para esse tipo de terreno. Se o fizeram, estão a estragar os ténis de estrada e correm o risco de se lesionarem, porque o terreno de corta-mato obriga o corpo a outro tipo de esforço nos pés, o que exige uns sapatos próprios, com mais protecções e uma sola menos flexível.

Falemos de durabilidade. Uns ténis não devem durar uma vida. Isso era no tempo dos nossos avós. “Toma lá estes ténis, filho, que custaram 12 contos, e por isso têm de te durar até te casares”. Isso já não existe. Os ténis de corrida devem ser usados enquanto estiverem em condições. Há quem diga que não devem fazer mais de 5 mil quilómetros, há quem aponte para os 7 mil. São contas difíceis de fazer, eu sei. Eu diria que assim que sentirem que a borracha da sola já está a descascar, a palmilha rasgada e o interior danificado, está na hora de trocar de ténis. O ideal é ter dois ou mais pares, e ir trocando.

Há uns anos corria com uns Nike assim

Agora corro com estes Mizuno, iguais aos do Murakami

Os novos Nike Lunarglide são quase perfeitos

Os Asics Gel enchem-me o coração (principalmente os amarelos fluorescentes)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Gulbenkian-Graça é já este domingo

É já este domingo, 13 de Fevereiro, que faremos a 4.ª Corrida Na Cidade.
O percurso é simples, e tem apenas dois pontos de relativa dificuldade. Fizemos umas ligeiras alterações, por forma a que o regresso não se efectuasse exactamente pelo mesmo local, para que a corrida se tornasse mais dinâmica.

Partimos da Gulbenkian (o ponto de encontro é às 16h50 em frente à entrada principal, na Avenida de Berna), vamos até ao Campo Pequeno, subimos a João XXI até à Avenida de Roma. Até aqui nada de muito complicado. Vamos para a Praça de Londres, descemos a Guerra Junqueiro e chegamos à Almirante Reis, que é sempre a descer até à Praça do Chile, onde surge a primeira dificuldade. A subida pela Morais Soares até à rotunda da Paiva Couceiro não é pêra doce, mas quem quiser pode sempre ir a andar, sem problemas. Lá em cima, depois, é ir pela General Roçadas, que vai ter direitinha (e aqui o direitinha é literal, porque é plana) à Rua da Graça. A meio da Rua da Graça, seguindo a linha do eléctrico, temos o segundo ponto duro, com a subida à Senhora do Monte. São uns 300 metros, é verdade, coisa pouca, mas em plano inclinado. A vista, lá no alto, compensa tudo. 
Depois é só descer até à esplanada da Graça.

O regresso será diferente. Voltamos ao largo da Graça e viramos logo na primeira à esquerda, a Damasceno Monteiro. É uma rua muito grande, que nos leva de volta à Almirante Reis. Então subimos um pouco até ao cruzamento da Jacinta Marto, que é a rua do hospital da Estefânia. Mais uma subida (esta custa um bocadinho), até à Rua da Estefânia, e depois é a direito até ao largo da Estefânia. Subimos a Casal Ribeiro (é a subir, mas é curtinha, vá, não sejam piegas) até ao Saldanha. Entramos na 5 de Outubro, sempre a direito até à Avenida de Berna, e voilá, Gulbenkian.

Vejam o percurso completo, aqui.

O primeiro dia

É esta Lisboa, a adormecer, que vamos encontrar domingo

Não foi hoje o primeiro dia em que corremos. Não foi sequer o primeiro dia em que falámos sobre Corridas Na Cidade. Esta ideia nasceu no Facebook, cresceu no Facebook, tornou-se realidade nas ruas de Lisboa e agora deu origem a este blogue.

Para quem só chegou a nós por aqui, vamos lá tratar de resumir a coisa. Corridas Na Cidade foi uma ideia maluca de gente que não gosta de ficar de braços cruzados à espera que as coisas aconteçam.
Todos achamos que Lisboa, tal como o Rio de Janeiro, ou Nova Iorque, deve ser uma cidade desportiva, com ruas coloridas de gente de ténis nos pés e phones nos ouvidos.
Todos achamos que quem mora nesta cidade não a conhece, de facto, porque vive no automóvel, nos estacionamentos e nos shoppings.
Mas também todos achamos que há muita gente que gostava de contrariar isto, e ir para a rua, correr, caminhar, fazer exercício.
Só que essas pessoas, muitas vezes, deixam-se desmotivar porque não têm companhia, porque não sabem para onde ir, porque têm medo de não aguentar o esforço.

Foi por isso que resolvemos criar este grupo. O Corridas Na Cidade quer levar as pessoas para a rua, quer levar as pessoas a conhecer as suas cidades em passeios a pé, ora a correr, ora a andar, dependendo da vontade e preparação física de cada um.

No dia 22 de Janeiro, os quatro malucos que pensaram nestas coisas juntaram-se e foram para a rua, às 9h45 da manhã, com 3 graus e um frio cortante.
Uma semana depois, voltámos a ser quatro, mas já tivemos uma nova aderente.
Dia 5 de Fevereiro, reunimos 17 pessoas na 3.ª Corrida Na Cidade, a primeira que já teve dois grupos, um de corredores, outro de caminhantes. Todos foram do Saldanha ao Castelo e voltaram ao ponto de partida, num total de 9 km. Havia corredores de maratonas e gente que não mexia um músculo há anos. No final, ninguém deixou de sorrir. As dores nas pernas já passaram, e todos já pensam na próxima corrida, marcada para domingo, 13 de Fevereiro.

Quem quiser juntar-se a nós, basta aparecer às 16h50 em frente à entrada principal da Gulbenkian, na Avenida de Berna. O destino é a esplanada da Graça, com passagem pelo miradouro da Senhora do Monte, que tem a vista mais bonita da cidade.

São todos bem-vindos.
Será o primeiro dia do resto das vossas vidas.