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quem somos

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O que fazemos?
Passeios pela cidade, em jeito de corridas ou caminhadas.

Com que objectivo?
Tirar as pessoas do sofá, levá-las a conhecer a cidade onde vivem, torná-las mais activas, mais dinâmicas, mais saudáveis, com melhor auto-estima. E queremos promover o convívio entre gente que se identifica com este espírito.

Quem somos?
Ricardo Martins Pereira
Manuel Júlio Cordeiro
Pedro Martins

Como nascemos?
As Corridas Na Cidade nasceram por várias razões. Nasceram por uma briga conjugal, nasceram por inveja ao Rio de Janeiro, nasceram por causa de uma Volta a França em bicicleta, nasceram porque três pessoas acharam que deviam passar da conversa à acção.

A briga conjugal não foi bem uma briga. O homem adorava correr. E toda a vida tinha corrido. A mulher adorava sofá. E toda a vida tinha sofazado. Um dia ela decide deixar as mantas e dedicar-se à corrida. Desafia umas amigas que também não mexiam um dedo há anos, e aí vão elas para a rua, feitas malucas, para correr. O homem, feliz por ver a mulher a aderir à sua modalidade, diz-lhe, então, "mulher, para onde vais, que eu vou correr contigo". Ouve do outro lado o que não queria: "Mas quem é que te convidou? Vai correr com os teus amigos, ou não tens amigos para correrem contigo?". As palavras levaram-no a passar à acção. No dia seguinte, o marido estava no Facebook a desafiar amigos para uma corrida pela cidade. Apareceram três, numa manhã gélida de Janeiro. Foi o primeiro dia, a primeira Corrida Na Cidade.

Mas as Corridas na Cidade também nasceram por inveja ao Rio de Janeiro e a Nova Iorque. Em Dezembro, tive oportunidade de ir até ao Brasil, onde corri pela primeira vez no calçadão. Domingo foi o meu primeiro dia naquela cidade. Deviam ser umas sete e tal da manhã quando abri as cortinas do quarto de hotel. Lá em baixo, milhares de pessoas corriam, andavam, patinavam, pedalavam, de um lado para o outro. A cidade respirava desporto, alegria, energia. Lisboa é que devia ser assim, pensei. Mas como não sou só de pensar, sou também de fazer, tratei de dar o meu contributo para que Lisboa seja uma cidade mais desportiva, mais saudável, mais enérgica. As Corridas Na Cidade podem ajudar.

Mas isto também nasceu na minha cabeça, e nas minhas pernas, há sete anos, durante uma Volta a França em bicicleta. Na altura, fui enviado-especial de um jornal para cobrir a competição. A vida de jornalista em reportagem numa prova de ciclismo é dura. Acorda-se às seis da manhã, vai-se ao local de partida, entrevista-se quem tem de se entrevistar, os ciclistas partem, metemo-nos no carro, toca a acelerar pelas estradas alternativas, chega-se à cidade onde está a meta, come-se qualquer coisa à pressa, vai-se para a chegada, os ciclistas chegam, entrevista-se quem tem de se entrevistar, vai-se para a sala de imprensa, escreve-se, envia-se o material para o jornal, e depois parte-se em direcção à cidade onde fica a partida do dia seguinte. Quando isto acaba são 10 da noite. E é sempre assim durante 22 dias. Achei um desperdício passar por cidades tão bonitas e não as conseguir ver. Foi por isso que desenvolvi a modalidade: Corridas Na Cidade. Levantava-me às cinco da manhã, calçava os ténis e ia correr pelas cidades. Traçava um mapa, passava pelos sítios mais bonitos, via o que queria ver, quase sempre por fora, porque àquela hora está tudo fechado, e por volta das seis e meia estava no hotel. Assim conheci Lyon, Montpellier, Marselha, etc. Foi melhor do que nada.

Resolvi, sete anos depois, recuperar a ideia e aplicá-la à minha cidade. E se andássemos a conhecer Lisboa pelo nosso pé? Passamos a vida a dizer que temos de ir ao Castelo, mas passam-se anos e nunca vamos lá. Passamos a vida a prometer um café na esplanada da Graça, mas há anos que não nos damos ao trabalho de cumprir a promessa. Os lisboetas conhecem mal Lisboa. Têm preguiça de ver a sua cidade. É também por isso que existem estas Corridas, que não são bem corridas, são experiências.